Pesquisar este Blog

Postagens mais lidas

Mostrando postagens com marcador Resumos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resumos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Leitura

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

             A leitura tem importância fundamental na vida das pessoas. A necessidade de muita leitura está posto entre todos, haja vista, que propicia a obtenção de informações em relação a qualquer contexto e área do conhecimento, assim como, pode constituir-se em fonte de entretenimento. Para uns, atividade prazerosa, para outros, um desafio a conquistar. Urge compreender que a técnica da leitura garante um estudo eficiente, quando aplicada qualitativamente.
O que é ler? Qual a importância da leitura? Quais procedimentos práticos para uma leitura eficiente? Questões óbvias, que pela sua evidência pouco são problematizadas.
            Etimologicamente, ler deriva do latim “lego/legere”, que significa recolher, apanhar, escolher, captar com os olhos. Nesta reflexão, enfatizamos a leitura da palavra escrita. No entanto, entendemos, com Luckesi (2003, p. 119) que “[...] a leitura, para atender o seu pleno sentido e significado, deve, intencionalmente, referir-se à realidade. Caso contrário, ela será um processo mecânico de decodificação de símbolos”. Logo, todo o ser humano é capaz de ler e lê efetivamente. Destarte, tanto lê o conhecedor dos signos lingüísticos/gramaticais, quanto o camponês, “não letrado”, que, observando a natureza, prevê o sol ou a chuva.
            É mister, primeiramente, frisar que a leitura é muitíssimo importante, pois “[...] amplia e integra conhecimentos [...], abrindo cada vez mais os horizontes do saber, enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação, disciplinando a mente e alargando a consciência [...]” (RUIZ, 2002, p. 35).
            Investigações atestam que o sucesso nas carreiras e atividades na atualidade, relacionam-se, estreitamente, com a hábito da leitura proveitosa, pois além de aprofundar estudos, possibilita a aquisição dos conhecimentos produzidos e sistematizados historicamente pela humanidade.
            O objetivo maior ao proceder à leitura de uma determinada obra consiste em “[...] aprender, entender e reter o que está lendo.” (MAGRO, 1979, p. 09). Por conseguinte, inquestionavelmente, a leitura é uma prática que requer aprendizagem para tal e, sem sombra de dúvida, uma atividade ainda pouco desenvolvida. Neste particular, Salomon (2004, p. 54) enfatiza que “a leitura não é simplesmente o ato de ler. É uma questão de hábito ou aprendizagem [...]”. Além do incentivo e à promoção de espaços permanentes de leitura é preciso criar o prazer para este ofício.
            O deleite advindo da leitura não se conquista num passe de mágica, espontaneamente. Requer opção, atitudes coerentes e pertinentes ao objetivo proposto. Dmitruk (2001, p. 41) afirma, convictamente, que “[...] não importa tanto o quanto se lê, mas como se lê. A leitura requer atenção, intenção, reflexão, espírito crítico, análise e síntese; o que possibilita desenvolver a capacidade de pensar.”
            Indubitavelmente, é preciso saber ler, ler muito e ler bem. Considerando apropriações de estudos realizados com o intuito em aperfeiçoar o hábito de leitura, elencamos alguns aspectos e/ou habilidades que julgamos pertinentes, nesta perspectiva:
1º - Ler com objetivo determinado, isto é ter uma finalidade. Saber por que se está lendo;
2° - Ler unidades de pensamento e não palavras por palavras. Relacionar ideias;
3º - Ajustar a velocidade (ritmo) da leitura ao assunto, tema e/ou texto que está lendo:
4º - Avaliar o que se está lendo, perguntando pelo sentido, identificando a ideia central e seus fundamentos;
5º - Aprimorar o vocabulário esclarecendo termos e palavras “novas”.
O dicionário é um recurso significativo. No entanto, palavras-chave, analisadas no contexto do próprio assunto em que são usadas, facilita a compreensão;
6º - Adotar habilidades para conhecer o livro, isto é, indagar pelo que trata determinada obra;
7º - Saber quando é conveniente ou não interromper uma leitura, bem como quando retomá-la;
8º - Discutir com colegas o que lê, centrando-se no valor objetivo do texto, visto que “o diálogo é a condição necessária para a indagação, para a intercomunicação, para a troca de saberes [...]” (ECCO, 2004, p. 80).
9º - Adquirir livros que são fundamentais (clássicos), zelando por uma biblioteca particular, assim como, frequentar espaços e ambientes que contenham acervo literário, por exemplo, bibliotecas;
10º - Ler assuntos vários. Não estar condicionado a ler sempre a mesma espécie de assunto;
11º - Ler muito e sempre que possível; 12º - Considerar a leitura como uma atividade de vida, não desenvolvendo resistências ao hábito de ler.
            As orientações supracitadas terão efeitos promissores, se observadas efetivamente, na prática, do contrário, não passam de mero palavreado. A leitura eficiente, depende de método. No entanto, incontestavelmente, o método está na dependência de quem o aplica. Não bastam somente boas intenções. São necessárias ações congruentes aos desígnios.
            É fundamental compreender que, na formação de cada cidadão bem como de um povo, a leitura é de máxima importância, representando um papel essencial, pois revela-se como uma das vias no processo de construção do conhecimento, como fonte de informação e formação cultural. Ademais, “ler é benéfico à saúde mental, pois é uma atividade Neuróbica. A atividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurônios. Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e refletir sobre o texto.
            O ato de ler é um exercício de indagação, de reflexão crítica, de entendimento, de captação de símbolos e sinais, de mensagens, de conteúdo, de informações... É um exercício de intercâmbio, uma vez que possibilita relações intelectuais e potencializa outras. Permite-nos a formação dos nossos próprios conceitos, explicações e entendimentos sobre realidades, elementos e/ou fenômenos com os quais defrontamo-nos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UMA POSSÍVEL LEITURA DA CARTOMANTE DE MACHADO DE ASSIS.

UMA POSSÍVEL LEITURA DA CARTOMANTE DE MACHADO DE ASSIS.

                                                        Francisco Eriberto de Souza e Janaína Socorro Farias. (UNINORTE)
                              Profª. MSc. Francisca de Lourdes Louro Uninorte-Esbam lourdeslouro@yahoo.com.br

A história deste conto tem o início com uma conversa entre Rita e Camilo amantes que dialogam sobre a visita que a mesma fez à uma Cartomante e parafraseia Shakespeare com a frase do texto Hamlet: “Há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia”. É a partir desta analogia, que Machado de Assis, descreve no conto a questão do mistério e da realidade humana, enfatizado nas três personagens principais da trama, Rita, Camilo e Vilela, tendo como coadjuvante a figura de uma mulher estrangeira a Cartomante. Rita, tal qual as demais personagens femininas de Machado é bonita, misteriosa, astuciosa, porém, tonta. Já os homens, como Camilo, inexperientes, jogam-se no envolvente triângulo amoroso através das atitudes insólitas de mulheres como Rita. Vilela, parte da confiança ao silêncio mórbido de que agora faz parte de um triângulo amoroso onde assiste calado, a possível traição de Camilo e com a esposa. De certo, a figuração da cartomante representa na narrativa, toda perspicácia machadiana que a frase de shakespereana instiga: mistérios. Os mistérios estão por todo decorrer da narrativa, com astúcia o narrador mostra o triângulo amoroso, a figura decadente da cartomante, mulher de quarenta anos, magra, olhos agudos, vigilantes da alma humana, unhas descuradas, porém, na mesma, mostra-a com dentes perfeitos por onde diz as mais belas mentiras que todo angustiado gosta de ouvir, como a famosa frase ao jogar o baralho:“as cartas me dizem”. Desta forma, toda a culpa da mensagem contrária à sorte é jagada para o oráculo moderno. E outra que Diz a Camilo quando termina a cunsulta: “Vá, vá ragazzo inamorato” numa alusão à cantiga de barcarola do Trovadorismo. O texto envolve o leitor em superstição, crença, desconfiança, uma visão pessimista do amor sobre a instituição casamento. Também, pode-se perceber, que nas mulheres machadianas, está o envolvimento extraconjugal por elas terem migrado de um antigo movimento em que as donzelas liam os romances de amor, quando chegou a estética do Realismo, essas leitoras, querem vivenciar no casamento o amor idealizado, lido e, não encontrando, recorrem ao amante. Nota-se nesse texto, que o escritor coloca, pelo menos, três localizações principais: A casa do encontro; A residência do casal e o oráculo, onde o desfecho de cada ação das pessoas, possivelmente, é levado a um triângulo de mistérios e ocorrências imprevisíveis. Dessa forma, todo esse tempo é simbolizado desde o início do conto na observação de Hamlet a Horácio com a verdade do Rei da Dinamarca, destinando assim prender o leitor até o fim da história.

Palavras-chave. Cartomante, Mistério, Triângulo amoroso, Sorte.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...